Livro “Inquérito do fim do mundo” investiga “o apagar das luzes do Direito Brasileiro”

 


Livro “Inquérito do fim do mundo” investiga “o apagar das luzes do Direito Brasileiro” 

Livro com artigos de juristas e colunistas do Senso Incomum investiga o inquérito 4.781, o "inquérito das fake news", que ensejou censura, buscas e apreensões e até prisões 

 

Foi lançado pela editora E. D. A – Educação, Direito e Alta Cultura – o livro “Inquérito do fim do mundo - O apagar das luzes do Direito Brasileiro, com artigos de diversos juristas analisando o afamado inquérito 4.781 do STF, presidido por Alexandre de Moraes, também conhecido como “inquérito das fake news”. 

O Brasil foi destaque no mundo como um dos primeiros países a mobilizar sua estrutura de Estado para fazer buscas e apreensões e até mesmo prisões de pessoas acusadas de espalhar “fake news” – ou, ao menos, é o que se desconfia, haja vista que os alvos do inquérito não tiveram acesso completo aos autos, como garante o Direito. 

O livro foi organizado pela promotora de Justiça e colunista deste Senso Incomum Cláudia Piovezan e conta com brilhante prefácio do jornalista Paulo Briguet, do Brasil Sem Medo. O primeiro artigo, analisando o perigo do uso de fake news como uma acusação sem definição lingüística precisa, é do nosso editor-chefe Flavio Morgenstern. 

O livro contém artigos dos juristas Cleber Neto, Marcelo Rocha Monteiro, Márcio Luís Chila Freyesleben, Ludmila Lins Grilo (também colunista deste Senso Incomum), Sandres Sponholz, Marcelo Salomão Czelusniak e Rogério Greco. 

Apesar do tema, o livro não é voltado apenas para operadores do Direito, e sim para todos os brasileiros, que mudaram seus hábitos em redes sociais (o meio pelo qual o brasileiro se comunica, ainda mais em tempos de peste chinesa) depois do inquérito 4.781. O tema “fake news” virou uma acusação tão ou mais grave do que chamar alguém de “nazista” – e, não raro, ou até como via de regra, de maneira ainda mais genérica e atropelada. 

Agências de suposto fact-checking” pululam, fazendo o mesmo trabalho de censura prévia de governos ditatoriais. Perseguições e campanhas totalitárias de difamação e ataques financeiros são realizados na internet, tentando enquadrar adversários políticos no inquérito 4.781. 

Sobretudo: qualquer político, sobretudo aqueles que mais têm a esconder, agora podem perseguir seus adversários e aqueles que noticiam seus mal-feitos invocando a CPMI das Fake News e também o poder do inquérito “de fake news“, que corre em segredo de Justiça. 

O livro está com desconto de lançamento em nossa livraria e na Amazon, e mais da metade do seu estoque já foi vendida nos primeiros dias de venda. 

Obviamente que o livro faz parte de uma discussão democrática saudável, e não haverá nenhuma perseguição a seus autores com suas dúvidas e questionamento, visto que nossas instituições democráticas estão funcionando perfeitamente. 

 

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record). 

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