Premência de resgate dos valores judaico-cristãos da sociedade brasileira.
Constatamos
nos dias atuais que o Brasil não está imune às formidáveis
transformações em andamento nas relações sociais, internas e externas,
que ocorrem na maioria das nações do mundo.
A
sensação de que as regras de convivência não são suficientes para
estabilizar tais relações se torna cada vez mais presente no cotidiano
das pessoas.
Os
novos paradigmas introduzidos pela tecnologia, principalmente nas áreas
da comunicação e informação, da robótica e da inteligência artificial,
tornam rapidamente obsoletas as normas de relacionamento preexistentes, enquanto
os processos de regulamentação, com seus velhos padrões, não conseguem
atender à velocidade e ao volume das demandas emergentes.
A
descontinuidade resultante gera um espaço anárquico, uma lacuna legal,
cuja turbulência impacta imediatamente todas as áreas das atividades
políticas, econômicas e psicossociais e, a mais longo prazo, as áreas
culturais e religiosas.
No
nosso País essa instabilidade foi agravada com a introdução intencional
de políticas públicas e programas de cunho ideológico contrário aos
fundamentos culturais judaico-cristãos da sociedade brasileira.
Essa
estratégia foi adotada no Foro de São Paulo, em 1990, quando os
ideólogos da Esquerda, reunidos, decidiram abandonar a luta armada como
meio de chegar ao Poder, optando pela via pacífica gramscista
(Antônio Gramsci), para então, através da desconstrução gradual dos
valores socioculturais, implantar o Estado socialista marxista.
Identifica-se que esse processo já está muito avançado no Brasil.
Em
outros países da América Latina, como Venezuela, Equador, Bolívia e
Uruguai, o processo passou a ser chamado de "bolivariano", mas com o
mesmo objetivo, pois todos eles, mais Cuba e as Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (FARC), são integrantes do Foro de São
Paulo.
A
recente interrupção do ciclo da Esquerda no Governo e no Estado
brasileiros não significa necessariamente a desativação imediata dos
mecanismos políticos de desconstrução adotados e consolidados em mais de
13 anos no poder.
O
aparelhamento e a introdução de políticas e programas públicos nocivos
aos princípios judaico-cristãos, que fundamentam os valores
comportamentais, éticos e morais da nação, permanecem corrosivos no
tecido social brasileiro.
A
nossa causa requer a adoção de um esforço consciente e coordenado de
todas as correntes contrárias ao processo de destruição encampado pelo
Governo a partir de 2003.
Além
do aparelhamento ideológico do Estado e da sociedade civil, com
recursos do contribuinte, existem políticas públicas implantadas por
meio de instrumentos infralegais, além de projetos e programas de
Governo, entre outros mecanismos, que precisam ser desmontados com
urgência.
Entre
os segmentos sociais que mais têm abraçado a nossa causa, denunciando e
combatendo as ideologias de desconstrução implantadas a partir do Foro
de São Paulo, estão os evangélicos de todas as denominações, com setores
da Igreja Católica e de outras religiões de fundamento cristão.
A
igreja evangélica, mais coesa nas práticas dos ensinamentos bíblicos,
mais gregária em torno da fé comum, sem barreiras doutrinárias
excludentes e numericamente expressiva - mais de um quarto da população
do Brasil deverá se constituir no maior baluarte para a depuração do
conteúdo nocivo impregnado na sociedade - tem agido com esse objetivo.
Como
esse embate ocorrerá no terreno secular, político, as lideranças
deverão estar preparadas para não ultrapassarem o entendimento teológico
de separação do Estado e da Igreja, nem a natureza legal da laicidade
do Estado. Além de conhecimento, essa fronteira exigirá equilíbrio,
temperança e muita sabedoria, sem prejuízo do compromisso e do
engajamento permanentes e determinados.
O
bem e a boa política não bastarão para a sobrevivência da ética e da
moral judaico-cristã. A nossa causa exige reação e combate permanentes à
insurgência do mal onde ele surgir.
O
mal tem se manifestado em diversos formatos, como o Programa Nacional
de Direitos Humanos (PNDH3); o Projeto de Lei nº 122, de 2006; o kit gay; a ideologia de gênero; a Lei da Palmada; a liberação do aborto; a pílula do dia seguinte; o casamento gay; a negação da heteronormatividade, para citar alguns dos mais conhecidos.
Enfim,
a nossa causa será reconstruir com urgência os alicerces históricos e
culturais da Nação, eliminando todo o lixo aético e amoral introduzido
no seio da sociedade brasileira.
AROLDE DE OLIVEIRA (PSC-RJ. Sem revisão do orador.)
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