Paralização dos Caminhoneiros
Para entendermos a atual conjuntura
nacional com esse imbróglio nacional com a greve dos caminhoneiros temos que abstraímos
da conjuntura macroeconômica que levou ao atual patamar de problemas que precisamos
resolver. Vejamos: vivemos um processo de um déficit fiscal na
ordem 125 bilhões – o Estado brasileiro gasta mais que arrecada. Esse processo
de déficit fiscal passa pelo déficit da previdência social, que nas ultimas
discursão sobre o assunto demostra que o setor público (funcionalismo público)
representa 70% dessa dívida, sem contar o setor das forças armadas que ficaram foram
desse cálculo. O funcionalismo público
ganha em média cinco vezes mais que os celetistas (trabalhadores da CLT). Além
das aposentadorias integrais que chega ao cumulo de se aposentarem com 55 anos com
seus salários integrais majorados toda vez que a pessoa da ativa recebe o
aumento. Além disso o trabalhador rural que nunca contribuíram para a previdência
social e foram contemplados com aposentadoria de um
salário mínimo usado como política de inserção social, sem contar com bolsa família,
salario defeso para pescadores, salario bolsa presidiários entre outras benesses.
Colocasse a isso a política de
preços colocada corretamente pela Petrobras depois de quase destruída por administrações
desastrosas dos últimos anos. Com alta do petróleo e do dólar no panorama internacional
a petroleira brasileira adotou o regime de preços diários conforme a modulação do
dólar e petróleo no mercado internacional.
Além disso a estratégica de desenvolvimento
da nossa infraestrutura colocou no modal rodoviário quase 90% do transporte de
carga em detrimento de outros modais mais eficientes e mais baratos. O Transporte
rodoviário brasileiro composto por 60% de carreadores autônomos que possui como
se defender dos altos custos impostos a categoria por uma carga tributária excessiva,
pedágios elevados, estradas em péssimos estados de conservação e com fretes que
não cobre os seus custos foram obrigados a parar. Tudo isso corrobora para que a categoria dos rodoviários,
legitimamente impusesse ao país as exigências que vão custar por baixo uns 10
bilhões que serão tirados do já combalido tesouro nacional, fora os prejuízos
estimados em milhões. Com um governo extremamente fragilizado por atos de
corrupção com uma classe política irresponsável voltados para os seus
mesquinhos interesses, tem-se uma combinação de rendição e incompetência.
O Governo de Michael Temer já no
final de seu mandato sem cacife político nenhum, se arrasta sem saber o que
fazer ou melhor fazendo todas as exigências que a categoria lhe impõe e impondo
ao
próximo governo pesadas dividas orçamentárias.
No meio de tudo isso fica a população
indignada pela falta de comando do governo e da falta de sensibilidade dos caminhoneiros
com o desabastecimento geral, que já colocaram o governo na lona e agora estão
querendo derrubá-lo.
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