Robo Curiosidade da NASA




Curiosidade" é o nome do novo robô espacial da NASA. Do tamanho de um carro, o sucessor dos valentes Spirit e Opportunity deverá ser lançado rumo a Marte no final do mês passado.

Além de um maior conhecimento em geral de Marte, o novo robô espacial embarcará levando uma pergunta muito direta: Marte já teve, ou ainda tem, condições de abrigar vida orgânica semelhante à vida existente na Terra?

Para tentar respondê-la, o robô Curiosidade vai procurar por moléculas orgânicas, os blocos químicos que estão na base da vida. Ou, pelo menos, da vida como a conhecemos, já que os cientistas já começam a se perguntar se existiriam vidas exóticas no espaço, além da vida que conhecemos.

"Para responder à questão 'Há vida em Marte?', a abordagem mais razoável e produtiva é procurar por compostos orgânicos, que podem ser de vida atual ou passada, ou de meteoritos," explica Michael Meyer, um dos coordenadores da missão.

Embora seja difícil bater a resistência dos duráveis Spirit e Opportunity, o Curiosidade terá uma grande vantagem: ele não dependerá da energia solar para funcionar.



Um estágio de aterrissagem, chamado Sky Crane (guindaste celeste) permitirá que o Curiosidade desça suavemente sobre o solo, já pronto para começar a trabalhar. [Imagem: NASA]

Em vez dos painéis solares, um pequeno reator nuclear permitirá que o robô funcione a plena carga em tempo integral, sem os problemas causados pela poeira depositada sobre os painéis solares.

Como é muito maior e mais pesado, o novo robô não utilizará os airbags que permitiram que os robôs gêmeos saíssem pulando como bolas sobre a superfície marciana. Um estágio de aterrissagem, chamado Sky Crane (guindaste celeste) permitirá que o Curiosidade desça suavemente sobre o solo, já pronto para começar a trabalhar.

Canhão laser

Além de um braço robótico muito mais forte, um verdadeiro canhão laser permitirá que as rochas sejam fundidas sem que o robô necessite se aproximar muito - o laser será capaz de vaporizar rochas a uma distância de até 9 metros, produzindo um plasma que será analisado por vários espectrógrafos, obtendo um registro detalhado da química das rochas. Isso permitirá a identificação de minerais e moléculas orgânicas sem que o robô precise andar demasiadamente.

Um outro instrumento vai literalmente "cheirar" a atmosfera de Marte. O aparelho SAM (Sample Analysis at Mars) está sendo considerado ainda mais promissor depois da identificação de metano em Marte.

O instrumento deverá analisar os ventos e a atmosfera do planeta, ajudando a identificar compostos químicos e, com base na concentração desses compostos no ar, que pode ser o metano ou não, determinar locais para análises mais detalhadas. Isto é crucial, uma vez que o metano pode ser liberado por micróbios ou pela reação de água em estado líquido com rochas sob a superfície.

Roberto Arouck 


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