A hegemonia americana e o caminho para o entendimento



Um dos maiores críticos do imperialismo americano o historiador John Lewis Gaddis da Universidade de Yale confessa que os Estados Unidos parecem um águia imperial sem rumo, agindo por impulsos sem uma geopolítica clara e confiável. Levando em consideração apenas os modelos imperiais (Romano, e Inglês), os americanos vem impondo a sua hegemonia com seus valores culturais políticos e económicos, deste sua independência, contrapondo-se com sua ideologia libertária, a decadente mãe Inglaterra, os valores da plena democracia popular, difundidas como a mais correta forma de governar.
Após o término da I Guerra Mundial os americanos internacionalizaram em definitivo os seus ideais democráticos como a forma de exercer o controle geopolítico na Europa e outros recantos do mundo. A II Guerra Mundial tornou a presença dos Estados Unidos incontestável como impérios económico militar e guardião do Mundo Livre.
Com o final da II Guerra Mundial o mundo ficou dividido em duas grades Ideologias: O capitalismo X Comunismo. De um lado os Estados Unidos e de outro a União Soviética que em décadas travaram uma batalha silenciosa, a chamada guerra fria que levaram o planeta em certas ocasiões a beira dos holocausto nuclear.
Com a vitoria dos Estados Unidos na guerra fria – consagrada simbolicamente pela queda do muro de Berlim em 1989 – colocou os Estados Unidos como o único império, comparado ao Império Romano. Com a globalização a expansão americana se tornou incontestável. Com o capitalismo se expandido pela periferia: china, Índia, Brasil, os americanos chegaram a pregoar até o fim da Historia com a velha soberba imperial.
Com os atentados de 11 de Setembro os iaques despertaram para uma nova historia muito mais complexa que a vã filosofia americana dos intelectuais orgânicos do poder imaginavam. Casa Branca totalmente despreparada e por interesses não muito nobres e com uma visão ingénua dos falcões republicanos empregando a força unilateralmente sempre que julgar necessário, fazendo o jogo dos atrasados mulas islâmicos numa guerra santa que não sabemos onde vai terminar.
Os Estados Unidos para sair desta enroscada perigosa, se faz necessário nortear um politica da coexistência pacifica com o respeito mutuo à soberania e integridade nacional a não agressão a não intervenção nos assuntos internos de um pais por parte de outro, igualdade e benefício reciprocou observando a existência de sistema sociais, religiosos e ideológicos diferentes para uma humanidade igualitária e fraterna sob a tutelas dos organismos multilaterais internacionais – este é o caminho.

São Paulo, 08 de novembro de 2006.

Roberto Arouck

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